<T->


          Viver e Aprender
          Portugus 4
          4a. srie 
          Ensino Fundamental

          Cloder Rivas Martos
          Joana D'Arque G. Aguiar

<F->
Impresso braille em quatro
partes, da 7a. edio reformulada, -- 2001, 1a. tiragem -- 2001, 
So Paulo, 2001, da Editora Saraiva
<F+>

          Terceira Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350/368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (0xx21) 3478-4400
          Fax: (0xx21) 3478-4444
          ~,http:www.ibc.gov.br~,
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          -- 2003 --
<P>

          Editora Saraiva

          Editor:
          Maria Tavares de Lima 
          Batista (Dalva)

          Assistente editorial:
          Claudia Renata G. Costa 

          ISBN 85-02-03489-8

          Editora Saraiva
          Av. Marqus de So 
          Vicente, 1697  
          CEP 01139-904
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<P>
<F->
                               I
Sumrio

Terceira Parte

Unidade 7

Quer ser meu Amigo?

O Menino Azul, Ceclia 
  Meireles ::::::::::::::::: 225
Estudo do texto :::::::::::: 227
Um pouco de gramtica: 
  substantivo feminino, 
  masculino, comum de dois
  gneros, sobrecomuns, 
  epicenos e artigos :::::::: 228
Vamos produzir 
  (acrstico) ::::::::::::: 236
Dilogo entre textos: O 
  Rei da Praa, Flvia 
  Muniz :::::::::::::::::::: 238
Um pouco de gramtica: 
  plural e singular ::::::::: 245
Vamos produzir ::::::::::::: 250
Dilogo entre textos: O 
  Galo e a Raposa, 
  Esopo :::::::::::::::::::: 251
Um pouco de gramtica: sons
  da letra x :::::::::::::::: 255
Vamos produzir (criao de
  uma fbula) :::::::::::::: 260

Unidade 8

Natureza Ameaada

Retirantes, Cndido 
  Portinari :::::::::::::::: 264
Estudo do texto :::::::::::: 265
Um pouco de gramtica: 
  aumentativo e 
  diminutivo :::::::::::::::: 266
Vamos produzir ::::::::::::: 270
Dilogo entre textos: Asa
  Branca, Luiz Gonzaga e
  Humberto Teixeira ::::::: 272
Um pouco de gramtica: 
  adjetivos, locues
  adjetivas e adjetivos 
  ptrios ::::::::::::::::::: 278
Vamos produzir ::::::::::::: 287
Dilogo entre textos: Mata
  Atlntica: a Floresta
  Corre Perigo, revista 
  Recreio :::::::::::::::::: 288
                            III
Um pouco de gramtica: 
  s/ss/sc/c//z nos
  diminutivos ::::::::::::::: 298
Vamos produzir ::::::::::::: 303
<F+>
<111>
<P>
<TL. P. v. apren. 4>
<T+225>
Unidade 7
 
Quer ser meu Amigo?

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Voc acha que tem mais amigos ou colegas? Por qu?
 Voc j passou por situaes em que se sentiu sem amigos? Como foi?
 Se pudesse "inventar" um amigo, como ele seria?
 Que qualidades no podem faltar em um  amigo? Por qu? 
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<112>
<R+>
O Menino Azul

 O menino quer um burrinho
 para passear.
 Um burrinho manso,
 que no corra nem pule,
 mas que saiba conversar.
<P>
 
 O menino quer um burrinho
 que saiba dizer
 o nome dos rios,
 das montanhas, das flores,
 -- de tudo o que aparecer.

 O menino quer um burrinho
 que saiba inventar
 histrias bonitas
 com pessoas e bichos
 e com barquinhos no mar.

 E os dois sairo pelo mundo
 que  como um jardim
 apenas mais largo
 e talvez mais comprido
 e que no tenha fim.

(Quem souber de um burrinho desses,
 pode escrever
 para a Rua das Casas,
 Nmero das Portas,
<P>
 ao Menino Azul que no sabe ler.)

<R+>
(Ceclia Meireles et al. *Para gostar de ler: poesias*. So Paulo, tica, 1982. v. 6. 
  p. 31-2.)
<R->

<113>
Estudo do texto

<R+>
 1. Junto com um colega, ensaie uma leitura oral para apresentar  classe.
 2. Que tipo de texto  esse? Que caractersticas do texto o levaram a essa concluso?
 3. Retire os pares de rimas presentes no texto.
 4. Por que voc acha que o menino quer justamente um burrinho e no outro animal?
 5. Copie do texto os versos que revelam como o menino acha que  o mundo.
 6. Essa forma de ver o mundo revela que caracterstica do menino?

 7. Observe os versos:

 "O menino quer um burrinho
 que saiba dizer
 o nome dos rios,
 das montanhas, das flores,
 -- de tudo o que aparecer."

     Explique por que o menino quer um burrinho que saiba tantas coisas.

 8. Que significado tem no poema o fato de o menino no saber ler?
 9. Observe a ltima estrofe e explique em que ela se diferencia das demais.
<R->

<114>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Releia as estrofes abaixo e, em seu caderno, transcreva os substantivos. Depois, separe-os em dois grupos: os femininos e os masculinos.
<P>
 "O menino quer um burrinho 
 que saiba dizer
 o nome dos rios, 
 das montanhas, das flores,
 -- de tudo o que aparecer.

 O menino quer um burrinho 
 que saiba inventar 
 histrias bonitas 
 com pessoas e bichos 
 e com barquinhos no mar."

 2. Justifique como foi possvel saber a qual gnero (masculino ou feminino) o substantivo pertence.
 
 3. observe os versos a seguir e copie no caderno a resposta correta.

 "O menino quer um burrinho
 para passear.
 Um burrinho manso,
 que no corra nem pule,
 mas que saiba conversar."
<P>
     Quando a autora escreve que o menino quer *um burrinho*, ela quer dizer que:
 a) o menino quer um burrinho determinado, nico.
 b) o menino quer um burrinho qualquer, desde que seja seu companheiro.

 4. A partir de qual palavra foi possvel chegar  concluso acima?
 5. Transcreva do texto *O Menino Azul* todos os artigos e as palavras a que eles se referem.
<R->

  *Artigo*  a palavra que se emprega antes de um substantivo para definir ou indefinir e para determinar o gnero desse substantivo.
  So *artigos definidos* aqueles utilizados para individualizar, determinar, definir um substantivo: *o, a, os, as*.
  So *artigos indefinidos* aqueles utilizados para generalizar, 
<P>
indeterminar, indefinir um substantivo: *um, uma, uns, umas*.

<115>
<R+>
 6. Junto com um colega, jogue o dado e avance na casa de acordo com o nmero que voc tirou. Quando encontrar seu lugar, escreva no caderno o substantivo da casa e o seu par. Se errar, fique uma vez sem jogar. Ganha quem chegar ao final primeiro. Boa sorte!
 _`[{jogo com 31 casas, descritas a seguir._`]
<R->

  Sada: 1- menino; 2- co; 3- leo; 4- cavalo; 5- elefante; 6- mestre; 7- boi; 8- aviador; 9- Pule duas casas; 10- cidado; 11- heri; 12- juiz; 13- senador; 14- poeta; 15- imperador; 16- czar; 17- Imprevisto: volte ao incio; 18- compadre; 19- prncipe; 20- rei; 21- conde; 22- ator; 23- guri; 24- A ponte caiu: volte duas casas; 25- folio; 26- Passou pela ponte? Passe duas casas adiante; 27- cavaleiro; 28- autor; 29- Houve enchente: volte seis casas; 30- cavalheiro; Chegada -- Parabns

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<116>
<R+>
 7. Observe os pares de substantivos (masculino/feminino) formados no jogo e agrupe-os de acordo com a formao do gnero feminino.
 a) Feminino formado pela troca da terminao *o* por *a*.
 b) Feminino formado pela troca da terminao *e* por *a*.
 c) Feminino formado pelo acrscimo de *a*.
 d) Feminino formado pela mudana do *o* final em *, oa, ona*.
 e) Feminino terminado com *esa, essa, isa, ina, triz*.
 f) Feminino corresponde a palavras diferentes.
<P>
 8. Reescreva as oraes, passando para o feminino o substantivo destacado. Faa as alteraes necessrias.
 a) O *dentista* arrancou vrios dentes ontem.
 b) A reportagem foi feita por aquele *jornalista*.
 c) O *estudante* foi homenageado pelo colega companheiro.
 d) O *jovem* estudioso conquistou seu objetivo.

 9. Observe as frases do exerccio anterior e responda:
 a) O substantivo destacado sofreu alguma mudana?
 b) Como podemos identificar se o substantivo assinalado se refere ao gnero feminino ou masculino?
<R->

  *Substantivos comuns de dois gneros* so aqueles que possuem uma s forma para o masculino e o feminino; so diferenciados apenas pelos artigos. Exemplos: *o* 
<P>
f/*a* f, *o* lojista/*a* lojista, *o* jovem/*a* jovem.

<R+>
 10. Observe o texto abaixo e depois responda ao que se pede.

Monstro foge de criana
<R->

  Ontem, por volta das 16 h, um *monstro* foi visto na porta do supermercado Compre Mais, em frente  praa da igreja. Ao ser surpreendido por uma *criana*, subiu em uma rvore e de l no saiu. A *criatura* precisou ser retirada por policiais. As *testemunhas* do acontecimento no souberam explicar por que o monstro tentou se esconder.

   possvel saber se as palavras destacadas se referem a seres do sexo masculino ou feminino? Por qu?
<117>
  *Sobrecomuns* so substantivos de um s gnero que indicam tanto seres do sexo masculino como do sexo feminino.
  Exemplo: *O indivduo* -- homem ou mulher.

<R+>
 11. Reescreva as frases, substituindo os substantivos destacados pela forma correspondente no feminino.
 a) O *sapo* macho foi separado das rs.
 b) O *papagaio* macho no resistiu  viagem e morreu.
 c) Foi descoberta uma *cobra* macho na mata.

 12. Como foi possvel indicar o sexo feminino dos substantivos do exerccio anterior?
<R->

  *Epicenos* so substantivos de um s gnero que indicam nomes de certos animais. Para especificar o sexo so utilizadas as palavras *macho* ou *fmea*.
  Exemplos: O crocodilo macho./O crocodilo fmea.
  A ona macho./A ona fmea.

<R+>
 13. Passe para o feminino as palavras destacadas nas frases seguintes:
 a) *Meu professor* sempre foi *meu amigo*.
 b) Na escola *do meu irmo* havia *um mestre portugus*.
 c) O *jacar macho* atacou *o bode* perto da fazenda.
 d) *O cidado sabicho* foi *o campeo* do concurso.

 14. Forme duas frases com os substantivos pedidos e depois leia-as para a classe:
 a) substantivos epicenos;
 b) substantivos sobrecomuns;
 c) substantivos comuns de dois gneros.
<R->

<118>
Vamos produzir

  Voc sabe o que  um *acrstico*?
  Veja:
<R+>
<R+>
 *L*inda menina... Linda menina...
 *A*legria Alegria
 *R*ara que transmite 
 *A*mor. Amor.

 ou

 *L*inda menina...
 Alegri *A* 
 ra *R*a que transmite 
 *A*mor.
<R->

  Os textos acima so *acrsticos*, poemas em que algumas letras de versos formam verticalmente uma palavra ou um nome. (Nos poemas acima,  o nome *Lara*.)
  Pense em algum que considere ser seu amigo de verdade. Escreva o primeiro nome de seu amigo com as letras posicionadas uma embaixo da outra e crie um acrstico para ele.
  Depois de pronto, faa um desenho bem bonito e entregue para ele pessoalmente.
<P>
Dilogo entre textos

<R+>
 Para que voc acha que servem os amigos?
 Em que momentos voc brinca com eles?
 Do que vocs mais gostam de brincar?
<R->

O Rei da Praa
  Flvia Muniz

  Pedrinho ''''' da escola feliz da vida. No tinha nenhuma lio pra fazer naquela ''''' J pensou, ter uma tarde inteira e mais dois dias de descanso e brincadeira?
  Era muita felicidade para um garoto s. Mas a ''''' ele repartia com os amigos da rua, enquanto ''''' bola.
  No almoo, entre uma colherada e outra do prato de arroz com feijo, foi contando as novidades:
  -- Sabe me, hoje tem ''''' no campinho. Ns vamos decidir os times pro campeonato. Voc j costurou o ''''' na minha camisa?
<119>
  A me, distrada, nem responde.
  -- , me! E a camisa? T pronta?
  Nisso a campainha tocou trs vezes seguidas. Era o Baratinha chamando pra ''''' 
  -- Come logo uma banana e vai atender a porta, filho. Outra hora a gente conversa, t?
  Pedrinho achou ''''' esse jeito da me, de no olhar nos olhos enquanto falava com ele. Mas a campainha tocou novamente e ele ento precisou sair, todo apressado. A me sentiu um aperto no '''''
  Ele iria ficar bem triste quando soubesse. E foi logo o Baratinha quem deu a notcia.
  -- Acho que no vai ter mais campeonato nenhum, Pedro. Seu Nicolau ps o terreno  venda.
  Pedrinho no acreditou, mas era verdade. Bem em frente do campinho uma tabuleta amarela ''''': VENDE-SE.
  Dali a pouco chegaram as outras crianas e ficaram todos ali, pensando no que fazer.
  -- J sei! -- gritou o Pedro. -- Vamos falar com seu Nicolau!
  Mas o velho no estava para conversas. Queria mesmo vender o terreno e ponto final. No que ele precisasse. Era dono de muitas casas na rua, inclusive a que Pedro morava.
  -- Mas, seu Nicolau,  o nico ''''' que a gente tem para brincar! Na rua a me no deixa, na escola no d tempo, em casa nem pensar... Onde , ento, que a gente vai brincar, hein?
  Seu Nicolau sacudiu os ombros e disse que no era ''''' dele. As crianas que procurassem outro lugar. Disse tambm que o terreno era sujo, cheio de lixo, que no podia ficar assim, sem uso para nada.
  Foi ento que uma idia passou voando pela cabea de Pedro. Ele piscou pros amigos, despediu-se do velho Nicolau e, no caminho de volta, ''''' pra turma o que pretendia fazer.
  Durante o sbado, Pedrinho e seus amigos trabalharam no campinho, trazendo caixotes, carregando lixo, catando latas e papis no cho, ''''' Quando Pedrinho voltou pra casa j era quase noite.
  No domingo, ao voltar da missa, seu Nicolau teve uma grande surpresa. O terreno  venda no parecia o mesmo! O mato fora cortado. Do ''''', nem sinal. Os caixotes estavam l, mas para servir de banco. Numa faixa improvisada lia-se: PRAA DO SEU NICOLAU.
  E todo o pessoal que havia ajudado na arrumao aguardou 
<120>
em silncio, esperando a reao do velho homem. Pais, mes e crianas, num s olhar.
  Seu Nicolau se aproximou deles, sem saber o que dizer, mas sabendo o que fazer. Caminhou lentamente at a tabuleta amarela
<P>
de VENDE-SE e arrancou-a do cho, com um sorriso.

<R+>
(Revista *Nova Escola*. So Paulo, Abril, ago. 1987. 
  n.o 14.)
<R-> 

<R+>
 1. Leia o texto silenciosamente e, durante a leitura, observe as palavras do quadro para encaix-las no texto. Escreva-as em seu caderno, na seqncia em que devem aparecer no texto.

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::
l  varrendo -- sexta-feira --  _
l  felicidade --               _
l  esquisito -- corao --     _
l  reunio -- chegou --        _
l  anunciava -- explicou --    _
l  brincar -- emblema --       _
l  jogava -- lugar --          _
l  problema -- lixo            _
h::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>
<P>
 2. O texto possui que tipo de narrador? Explique como foi possvel chegar a essa concluso.
 3. No primeiro pargrafo h uma pergunta. Escreva quem a faz e com que inteno ela  feita.
<121>
 4. Caracterize o comportamento da personagem principal.
 5. A forma como a personagem principal foi caracterizada tem qual importncia para os acontecimentos da histria?

 6. Releia o trecho: "A me, distrada, nem responde."
 a) Voc acha que a me estava realmente distrada?
 b) Por que ela agiu daquele jeito?

 7. O texto nos d pistas de que algo ruim aconteceria. Quais so essas pistas?
<P>
 8. Observe a reao de Pedrinho assim que soube o que aconteceria com o campinho.
 a) O que ele sentiu?
 b) Nesse momento, o que voc sentiu?

 9. O que voc achou da reao de seu Nicolau quando foi procurado pelas crianas?
 10. Como voc caracterizaria o lugar onde acontece a histria? Faa um desenho desse lugar.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 11. O que voc observou quanto  linguagem utilizada no texto?
 12. Copie a parte da histria que voc considerou mais emocionante e justifique o porqu da sua escolha.
 13. Na sua opinio, quem pode ser considerado "o rei da praa"?
<P>
 14. Compare *O Menino Azul* e *O rei da praa* quanto ao tipo de texto.
<R->

<122>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Copie a alternativa em que o plural de alguns substantivos est incorreto, corrigindo-os.
 a) anes, explicaos, tenses, os retrs
 b) jibias, livros, latas, cores, acares, revlveres
 c) veres, xadrezes, gravidezes, os pires, os xerox
 d) faris, caracis, rpteis, barris, animais, ananases

 2. 
 a) D o plural das palavras abaixo.
     caderno -- heri -- 
  menino -- pai 
 b) Agora, copie e complete em seu caderno.
     *Concluso*: Os substantivos terminados em vogais ou em ditongos fazem plural acrescentando-se o ''''' no final.

 3. 
 a) D o plural das palavras seguintes:
     balo -- ao -- gro --
  mo -- po -- co
 b) Copie e complete no caderno.
  *Concluso*: Os substantivos terminados em *o* fazem plural de trs formas: ''''', ''''' e '''''

 4. 
 a) D o plural:
     vez -- bazar -- cartaz --
  radar
 b) Agora, copie a concluso, completando-a.
     *Concluso*: Os substantivos terminados em ''''' e ''''' formam plural acrescentando-se ''''' 
<P>
 5. 
 a) Faa o mesmo com as palavras abaixo.
     o lpis -- o pires -- 
  chins -- anans -- ingls --
  o atlas
<123>
 b) *Concluso*: Para formar o plural dos substantivos oxtonos terminados em ''''', acrescenta-se ''''' ao singular. Os substantivos paroxtonos terminados em ''''' ficam invariveis; s vai para o plural o artigo que o acompanha.

 6. 
 a) Passe para o plural:
     animal -- canal -- papel --
  caracol -- azul
 b) *Concluso*: Para formar o plural dos substantivos terminados em ''''', ''''', ''''', ''''', substitui-se o *-l* por '''''
<P>
 7. 
 a) Passe para o plural:
     canil -- funil --
  perfil -- quadril -- fssil --
  rptil -- projtil
 b) *Concluso*: Para formar o plural dos substantivos oxtonos terminados em *-il*, substitui-se o ''''' por '''''; nos substantivos paroxtonos, substitui-se o ''''' por '''''

 8. 
 a) Passe para o plural:
     nix -- trax -- xerox 
 b) *Concluso*: Substantivos terminados em ''''' ficam invariveis; vo para o plural somente o ''''' ou outras palavras que os acompanham.
<P>
 9. Passe para o plural as palavras abaixo. Depois, leia-as em voz alta no singular e no plural e escreva a sua concluso sobre a pronncia dessas palavras.
 corpo -- caroo -- ovo --
  olho -- povo -- tijolo

<124>
 10. Forme frases com as palavras abaixo, colocando os substantivos no plural e fazendo as concordncias necessrias. Acrescente outras palavras para dar sentido.
 a) farol, fechar, pedestre 
 b) atriz, apresentar, espetculo 
 c) consultar, atlas, amigo
 d) professor, pedir, xerox, livro

 11. As frases a seguir esto no plural. Escreva-as no singular. Assim: 
     As crianas esto felizes.
     A criana est feliz.
 a) Os avies decolaram nos horrios certos.
 b) As supervisoras, as diretoras e as professoras estavam exaustas.
 c) As jibias engolem as presas inteiras.
 d) As alegrias fazem bem aos nossos coraes.

 12. Passe as frases para o plural. Assim:
     Eu gosto de bolo.
     Ns gostamos de bolos.
 a) De repente percebi uma mulher na sala.
 b) Gostei muito da atriz da novela.
 c) No filme enxerguei um cadver.
 d) Preguei boto na blusa.
<R->

Vamos produzir

  Reescreva a histria *O rei da praa*, mudando o tipo de narrador. Agora o narrador ser Pedrinho. Ateno para alguns detalhes:
<R+>
 Observe a utilizao de verbos e pronomes. Eles devero estar na primeira pessoa.
 No deixe de citar as pistas que antecipam o conflito da histria, como a distrao propositada da me. Que interpretao Pedrinho faria dessa atitude?
 Escreva como Pedrinho se sentiu quando recebeu a notcia do colega.
 Pense nas idias que Pedrinho pode ter tido para idealizar o plano.
 Empregue a linguagem adequada  situao.
<R->
  Depois de pronta a reescrita, combine com o professor um dia para que voc a leia para a classe.

<125>
Dilogo entre textos

<R+>
 O que  uma fbula?
 Quais so as fbulas que voc conhece?
 Conte uma delas para a classe.
<R->
<P>
O Galo e a Raposa

  No meio dos galhos de uma rvore bem alta um galo estava empoleirado e cantava a todo o volume. Sua voz esganiada ecoava na floresta. Ouvindo aquele som to conhecido, uma raposa que estava caando se aproximou da rvore. Ao ver o galo l no alto, a raposa comeou a imaginar algum jeito de fazer o outro descer. Com a voz mais boazinha do mundo, cumprimentou o galo dizendo:
  --  meu querido primo, por acaso voc ficou sabendo da proclamao de paz e harmonia universal entre todos os tipos de bichos da terra, da gua e do ar? Acabou essa histria de ficar tentando agarrar os outros para com-los. Agora vai ser tudo na base do amor e da amizade. Desa para a gente conversar com calma sobre as grandes novidades!
  O galo, que sabia que no dava para acreditar em nada do que a raposa dizia, fingiu que estava vendo uma coisa l longe. Curiosa, a raposa quis saber o que ele estava olhando com ar to preocupado.
<126>
  -- Bem -- disse o galo --, acho que estou vendo uma matilha de ces ali adiante.
  -- Nesse caso  melhor eu ir embora -- disse a raposa.
  -- O que  isso, prima? -- disse o galo. -- Por favor, no v ainda! J estou descendo! No v me dizer que est com medo dos cachorros nesses tempos de paz?!
  -- No, no  medo -- disse a raposa --, mas... e se eles ainda no estiverem sabendo da proclamao?
  *Moral*: Cuidado com as amizades muito repentinas.

<R+>
(*Fbulas de Esopo*. Trad. Heloisa Jahn. So Paulo, Companhia das Letrinhas, 1999. p. 22.)
<R->
<P>
<R+>
 1. Caracterize o local onde se passa a histria.
 2. Copie do texto os trechos que correspondem  situao inicial da narrativa e ao incio do conflito.
 3. Por que voc acha que a raposa e o galo foram escolhidos como personagens dessa histria?
 4. Quais foram as estratgias da raposa para enganar o galo?
 5. Qual foi a inteno do galo ao falar que estava vendo uma matilha?
 6. O que voc achou da atitude do galo?
 
 7. Observe o trecho: 
<R->
  "-- O que  isso, prima? -- disse o galo. -- Por favor, no v ainda! J estou descendo!"
<R+>

 a) O galo realmente considera a raposa sua prima?
 b) Ele realmente no quer que ela v embora?
 c) Justifique as suas respostas anteriores.
<P>
 8. Explique a moral do texto, de acordo com a histria.
 9. Voc concorda com a moral dessa fbula? Justifique sua resposta.

<127>
 10. Compare os textos *O galo e a raposa* e *O rei da praa* quanto:
 a) ao assunto;
 b) ao tipo de texto;
 c) s personagens;
 d) ao tipo do narrador e suas interferncias no texto.
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
Enchente

 Chama o Alexandre!
 Chama!

 Olha a chuva que chega!
  a enchente.
 Olha o cho que foge com a chuva...
<P>
 
 Olha a chuva que encharca a gente.
 Pe a chave na fechadura.
 Fecha a porta por causa da chuva,
 olha a rua como se enche!

 Enquanto chove, bota a chaleira
 no fogo: olha a chama! olha a chispa!
 Olha a chuva nos feixes de lenha!

 Vamos tomar ch, pois a chuva
  tanta que nem de galocha
 se pode andar na rua cheia!
 Chama o Alexandre!
 Chama!

(Ceclia Meireles. *Ou isto ou aquilo*. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1990. p. 37.)
<R->

<128>
<R+> 
 1. Qual  o som que se repete em todos os versos do poema?
 2. Copie as palavras que trazem a repetio do mesmo som e grife as letras que o indicam.
<P>
 3. Explique o que h em comum entre o som que se repete e o ttulo do poema.
 
 4. Observe os trs conjuntos de palavras e elabore trs regras para o emprego do *x*.
 a) ameixa, caixa, faixa, peixe, baixa
 b) enxada, enxame, enxoval, enxaqueca
 c) mexa, mexerica, mexicano, mexer
<R->

*Excees*:

  As palavras seguintes no so escritas com *x*:
<R+>
 encher e suas derivadas: enchimento, enchente, preencher.
 mecha (de cabelo).
<R->

<R+> 
 5. Copie as palavras, completando-as com *x* ou *ch*. Se necessrio, consulte o dicionrio.
 a) cai'''ote 
 b) fi'''a 
 c) guin'''o 
 d) en'''ugar 
 e) me'''ilho 
 f) ma'''ucar 
 g) deslei'''o 
 h) cai'''o 
 i) bai'''a 
 j) bai'''eza 
 l) fi'''rio 
 m) li'''o 
 n) me'''erica 
 o) guin'''ar 
 p) en'''uto 
 q) ma'''ucado
 r) li'''eiro
 s) deslei'''ado
 t) quei'''o
 u) li'''eira

 6. Observe as palavras e separe-as em quatro grupos, conforme o som da letra *x* (som de *s*, de *ch*, de *cs* ou de *z*).
 txi -- eixo -- exibio --
  expediente -- extenso --
  exame -- baixa -- anexo --
  enxugar -- fixa -- 
  inexistente -- mximo -- 
  aproximar -- circunflexo -- 
  exemplo -- executar -- enxurrada

<129>
 7. Escreva no caderno pelo menos duas palavras da mesma famlia das palavras abaixo.
 a) existir 
 b) exibir 
 c) txico 
 d) expresso
 e) exame
 
 8. Escolha trs palavras com a letra *x* que possuam sons diferentes e escreva frases para elas. Depois de prontas, troque de caderno com um colega para fazer a correo.

 9. Alteramos a piada abaixo, cometendo dez incorrees. Procure-as e reescreva o texto corretamente no caderno.
<R->

  "Eram dois louco tomando banho e um falou para o outro
  -- duvido voc subir nadando pela xuveiro.
  E ele respondeu?
  -- Eu no. Quando eu chegar la em cima, voc desliga os xuveiro e eu caio."

<R+>
(Revista *Nosso Amiguinho*. Tatu, Casa Publicadora Brasileira, set. 2000 -- adaptado.)
<R->
    
Vamos produzir

  Leia a frase abaixo e escreva o que voc entendeu dela.

"A unio faz a fora."

  Esta frase  um exemplo de *provrbio*. Existem muitos outros, como: "Quem tudo quer, nada tem.", "A pressa  inimiga da perfeio." etc.
  Os provrbios so sempre frases curtas e populares, com um ensinamento moral.
  Junto com um colega, criem uma fbula em que a moral da histria seja o provrbio "A unio faz a fora.". Lembre-se:
<R+>
 A fbula  um texto narrativo curto.
 As personagens quase sempre so animais.
 Ela transmite como mensagem uma lio que deve ser relacionada ao comportamento humano.
<R->

Nunca se esquea

<R+>
 A histria apresentou uma situao inicial?
 O conflito foi desenvolvido e foram apresentadas suas conseqncias?
 Houve soluo para o conflito?
 O texto foi pontuado adequadamente?
 As palavras foram escritas corretamente?
 A fbula retratou o provrbio "A unio faz a fora."?
 Os espaos na folha foram preenchidos adequadamente? 
<R->

<130>
  No final, troquem de texto com outra dupla e faam uma reviso do texto dos colegas, utilizando os critrios apresentados na seo *Nunca se esquea* da pgina anterior. Depois de destrocadas as fbulas, faam as alteraes necessrias, passem a limpo e criem ilustraes para elas.
  Organizem uma exposio dos trabalhos.

Sugestes de leitura

  1. *Fbulas de Esopo*, trad. Heloisa Jahn, Companhia das Letrinhas.
  2. *Ou isto ou aquilo*, Ceclia Meireles, Nova Fronteira.
  3. *O livro das virtudes para crianas*, William J. Bennett, Nova Fronteira.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<131>
<P>
Unidade 8

Natureza Ameaada

<R+>
_`[{foto mostrando um menino e uma menina apoiados em uma bicicleta num terreno onde a eroso  intensa._`]
<R->

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Que sensaes a foto provocou em voc ao observ-la?
 O que voc acha que aconteceu nesse lugar?
 Voc acha que ele sempre foi assim ou algo aconteceu e transformou-o?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::
<132>
<P>
Retirantes

<F->
*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?*?
  Figura: pintura retratando   o
  um grupo de retirantes,       o
  composto por um homem idoso,  o
  um casal, uma adolescente e   o
  cinco crianas, sendo duas    o
  de colo. Miserveis e        o
  esquelticos, carregam seus   o
  pertences em trouxas. Sobre  o
  a terra muito seca e sem      o
  vestgio de vegetao h      o
  ossos e restos de animais.    o
    No segundo plano, vem-se  o
  urubus sobrevoando o local.   o
eieieieieieieieieieieieieieieieiei
<F+>

(Cndido Portinari, 1944.)

  *Cndido Portinari* (1903-1962), um dos principais pintores brasileiros, fez seu primeiro desenho aos 11 anos; aos 15 anos comeou a freqentar um curso de pintura na Escola Nacional de Belas Artes. Morreu em decorrncia de intoxicao por chumbo, das tintas que usava para pintar.

<133>
Estudo do texto

<R+>
 1. Em sua opinio, qual a relao entre as pessoas que aparecem na tela?
 2. Observe o olhar das pessoas e responda: Que sentimentos transmite?
 3. Caracterize cada uma dessas pessoas fisicamente.
 4. Justifique o ttulo da tela. Depois d outro ttulo para ela e o justifique.
 5. Escreva de onde voc acha que as pessoas da tela esto saindo, para onde esto indo e qual o motivo da sada.
 6. No segundo plano da tela, h algumas aves. Por que voc acha que elas esto l?
 7. Observe a paisagem e caracterize-a.
 8. Em sua opinio, o que Portinari quis sugerir com contraste de luminosidade presente na tela?
 9. No primeiro plano da tela, que sensaes provoca a escurido?
 10. Observe o tipo de traado utilizado para caracterizar as figuras presentes na tela. Que idia sugere?
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Observe uma estrofe do poema *O Menino Azul*, estudado na unidade 7.

 "O menino quer um burrinho
 que saiba inventar
 histrias bonitas
 com pessoas e bichos
 e com barquinhos no mar." 

<134>
 a) Transcreva do trecho anterior as palavras que esto no diminutivo.
 b) Agora reescreva o trecho, substituindo as palavras no diminutivo pelo correspondente no tamanho normal.
 c) Depois das alteraes, o que mudou? 

 2. Em qual das alternativas abaixo h apenas palavras no diminutivo? Copie-a no caderno.
 a) lugarejo, ilhota, ruela, burrico, cozinho, barbicha
 b) farinha, namorico, carrinho, dentinho, rainha
 c) partcula, campainha, pezinho, rapagote

 3. Quais palavras do exerccio anterior no se encontram no diminutivo?
 4. Escolha trs substantivos no diminutivo do exerccio 2 e forme com eles trs frases diferentes. 
<P>
 5. Copie os substantivos aumentativos no caderno e identifique, ao lado, se foram empregados de acordo com o padro culto da lngua (C) ou na linguagem popular (P).
 a) corpo 
 b) corpanzil 
 c) copo 
 d) copzio 
 e) bocarra 
 f) bocona
 g) cabeorra
 h) cabeona
 i) cabeo
 j) chapeuzo
 l) chapelo
 m) narigo
 n) narizo
 o) casona
 p) casaro

 6. Escolha um substantivo no aumentativo utilizado no padro formal da lngua e outro na linguagem coloquial e forme uma frase com cada uma dessas formas.
<P>
 7. Escreva no caderno que idia as palavras no diminutivo e aumentativo indicam nas frases abaixo.
 a) Queridinha, voc chegou atrasada de novo?
 b) Eta, sujeitinho desajeitado!
 c) A nossa mezona j chegou.
 d) Vou chamar o atleta da famlia, ou melhor, o atletao!
 e) Essa gentinha ainda est a?
 f) Cuide bem do meu bebezinho, hem!

<135>
 8. Forme frases com os substantivos abaixo, expressando os sentimentos indicados entre parnteses.
 a) lugarzinho (desprezo)
 b) menino (carinho)
 c) vozeiro (elogio)
<P>
 9. Passe os substantivos abaixo para o plural e depois para o diminutivo plural, seguindo os exemplos:
     po -- pes -- pezinhos
     papel -- papis -- papeizinhos
 a) animal 
 b) farol
 c) funil
 d) tnel

 10. Forme frases com os substantivos abaixo, passando-os para o diminutivo plural. 
 carrossel -- trofu -- jornal
<R->

Vamos produzir

  Imagine um contexto para as personagens da tela de Portinari, *Retirantes*. Pense em um lugar de onde eles possam ter sado, uma poca, os motivos da sada.
  Crie uma narrativa contando como tudo aconteceu. Pense em uma situao inicial relatando como era a rotina dessas pessoas. Imagine um fato que tenha sido decisivo para a partida deles do lugar onde moravam. Pense nos detalhes sobre a viagem e no desfecho. Ser que conseguiram chegar a seu destino? Como se sentiram? Utilize uma linguagem adequada s personagens. Escolha o tipo de narrador: personagem ou observador.
  Depois de pronta a narrativa, consulte a seo *Nunca se esquea*, a seguir, e revise seu texto.

Nunca se esquea

<R+>
 O texto apresenta situao inicial?
 O conflito est desenvolvido?
 H um desfecho?
 A pontuao foi utilizada adequadamente?
 H alguma palavra escrita incorretamente?
 A linguagem utilizada est de acordo com a situao retratada?
<R->

<136>
Dilogo entre textos

<R+>
 Voc j ouviu a msica *Asa branca*? Se souber cant-la, ensine-a a seus colegas.
<R->

Asa Branca
  Luiz Gonzaga e Humberto 
 Teixeira

<R+>
 _`[{os versos grifados devem ser repetidos._`]

 Quando oiei a terra ardendo
 Qu foguera de So Joo
 *Eu preguntei a Deus do cu, ai 
 Pur que tamanha judiao*? 

 Qui braseiro, qui fornaia
 Nem um p de prantao 
 *Pru farta d'gua perdi meu gado
 Morreu de sede meu alazo*.

 Int mesmo a asa branca
 Bateu asas do serto
 *Entonce eu disse, adeus Rosinha
 Guarda contigo meu corao*. 
<P>
 
 Hoje longe muitas lguas
 Numa triste solido
 *Espero a chuva ca de novo 
 Pra mim vort pro meu serto*.

 Quando o verde dos teus io
 Se espai na prantao
 *Eu te asseguro, num chore no, viu?
 Que eu vortarei, viu, meu corao*.

 Ttulo da Obra: Asa Branca
 Autor(es): Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira
 Copyright by, Editor Original: Rio musical Ltda
<R->

<137>
Msica Nordestina 

  *Baio* -- O primeiro momento de sucesso da msica nordestina acontece na virada dos anos 40 para os 50.  nessa poca que o sanfoneiro Luiz Gonzaga passa a ser conhecido em todo o pas como Rei do Baio. Cantando a dureza da vida nordestina, porm com um balano contagiante, lana uma nova maneira de danar. Outro compositor de sucesso  Z do Norte, que em 1950 fica famoso por *Mulher rendeira*. Ritmos carnavalescos, como o frevo pernambucano, passam a tocar em todo o Brasil.

  *Luiz Gonzaga do Nascimento* (1912-1989) nasce em Exu, em Pernambuco, filho do sanfoneiro Janurio. Ainda na infncia anima bailes e feiras tocando sanfona. A partir de 1945, passa a compor em parceria com Humberto Teixeira, com quem escreve seu maior sucesso, *Asa branca* (1948). Vrias de suas msicas trazem a palavra baio j no ttulo, como *Abrao do baio* e *Baio de dois*. Nos anos 70, Luiz Gonzaga volta aos palcos, muitas vezes acompanhado pelo filho, tambm cantor e compositor de sucesso, Luiz Gonzaga Jnior (Gonzaguinha, morto em acidente de carro, em 29/04/1991).

<R+>
(*Almanaque Abril*. So 
  Paulo, Abril, 1995.)
<R->

<R+>
 1. Ao ler a letra da msica *Asa branca*, percebe-se que o poeta no utilizou uma linguagem de acordo com o padro formal da lngua portuguesa. Que linguagem foi utilizada?
 2. Se o poema tivesse sido escrito de acordo com o padro formal, o sentido mudaria? Explique.
 3. Qual  o tipo de narrador no poema? Faa uma lista de palavras que indicam a participao do narrador na narrativa.
<138>
 4. Por que voc acha que foi escolhido esse tipo de narrador?
 5. Retire do poema os trechos que caracterizam o clima quente e seco da regio retratada.
<p>
 6. No poema, h uma comparao entre a fogueira de So Joo e o serto nordestino. Em que eles se parecem? 

 7. Observe os versos:

 "Int mesmo a asa branca
 Bateu asas do serto"

 a) O que quer dizer a expresso "int mesmo" e o que seu emprego sugere nesse trecho do poema?
 b) Explique o significado da expresso "Bateu asas do serto".

 8. Que sentimentos o narrador-personagem revela quando se refere ao lugar que abandonou como "meu serto"?
 9. O poema revela um desejo do narrador. Escreva que desejo  esse.
<P>
 10. Explique o que o autor quis dizer com os versos:

 "Quando o verde dos teus io"
 "Se espai na prantao"

 11. O narrador-personagem impe uma condio para voltar ao serto. Copie os trechos que comprovem essa idia.
 12. Por que nos dois ltimos versos de cada estrofe h uma chave e a palavra "bis"?
 13. O que h em comum entre a tela *Retirantes* e o poema *Asa branca*?
<R->

<139>
<P>
Um pouco de gramtica

<R+>
_`[{uma charge, descrita a seguir._`]
<R->

  A charge mostra um lenhador cortando uma rvore, na qual existe um beb entre os galhos.

<R+>
(Santiago. *Ningum  de ferro*. Porto Alegre, L & PM, 1993. p. 10.)
<R->

<R+>
 1. Observe a figura ilustrada no meio dos galhos da rvore. Que idia o autor quer passar com essa charge?
 2. Desenhe uma rvore em seu caderno e escreva as suas caractersticas.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

  *Adjetivo*  a palavra que caracteriza os substantivos, atribuindo-lhes qualidades positivas ou negativas, demonstrando seu estado.

<140>
<R+>
 3. Observe as figuras e copie as frases no caderno, completando-as.
 _`[{duas figuras mostrando a mesma cidade em situaes diferentes, descritas a seguir._`]
<R->

  Figura 1: uma cidade com iluminao, limpa com casas bem conservadas, um lato de lixo na calada e asfalto em bom estado.
  A menina lembrava da cidade assim.
  A cidade estava '''''

  Figura 2: a mesma cidade sem iluminao, lixo espalhado pela rua, casas mal conservadas, com asfalto em pssimo estado.

  Mas depois de alguns anos, a cidade ficou assim.
  A cidade est '''''

<R+>
 4. Copie e complete as oraes, caracterizando os substantivos com adjetivos.
 a) A delegada contou-nos uma histria ''''' 
 b) Foi um dia ''''' 
 c) Ficamos presos no casaro; ele era ''''' 
 d) Fizemos um programa ''''' 

 5. Observe:
 Carinho *de me*  gostoso.
 Carinho *materno*  gostoso.
     Com relao s palavras destacadas, o que voc pode concluir?
<R->

  As *locues adjetivas*. So grupos de palavras que tm a mesma funo dos adjetivos. Exemplo: Problemas *da cidade*. Problemas *urbanos*.

<141>
<R+>
6. Copie, substituindo as expresses em destaque por adjetivos de sentido equivalente.
 a) Essa no  uma histria *de criana*. 
 b) Adoro bailes *de carnaval*. 
 c) Ele foi a uma reunio *de estudantes*. 
 d) Antnio estuda no perodo *da noite*. 
 e) Vou fazer uma viagem *por mar*. 

 7. Faa como no exemplo.
     Voltei para casa *muito contente*.
     Voltei para casa *contentssimo*.
 a) Voltei para casa *muito triste*. 
 b) Vimos um espetculo *muito belo*. 
 c) O diretor  *muito rico*. 
 d) O prdio desta escola  *muito velho*. 
 e) Mame anda *muito cansada*. 
 f) O policial  uma pessoa *muito ocupada*. 
<P>
 8. Copie as frases no caderno e circule o adjetivo que caracteriza o lugar de origem do substantivo.
 a) A cadela Tuti nasceu no Brasil.  um animal brasileiro.
 b) A diretora da Escola de 1o. Grau Augusto Meyer  gacha.
 c) A sede da prefeitura recifense  uma bela construo.
 d) O pantanal mato-grossense  visitado por muitos turistas.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

  So chamados de *adjetivos ptrios* aqueles que informam o lugar de origem do substantivo.

<142>
<P>
<R+>
 9. Observe as bandeiras e identifique-as, seguindo o exemplo.
 _`[{foto da bandeira brasileira e de trs outras bandeiras._`]
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

  Cada Estado do Brasil tem um adjetivo ptrio. Conhea-os:

<R+>
 Acre -- acriano
 Alagoas -- alagoano
 Amap -- amapaense
 Amazonas -- amazonense
 Bahia -- baiano
 Cear -- cearense
 Esprito Santo -- esprito-santense ou capixaba
 Gois -- goiano
 Maranho -- maranhense
 Mato Grosso -- mato-grossense
 Mato Grosso do Sul -- mato-grossense-do-sul
 Minas Gerais -- mineiro
 Par -- paraense
 Paraba -- paraibano
 Paran -- paranaense
 Pernambuco -- pernambucano
 Piau -- piauiense
 Rio de Janeiro -- fluminense (carioca  quem nasce na Cidade do Rio de Janeiro)
 Rio Grande do Norte -- rio-grandense-do-norte ou potiguar
 Rio Grande do Sul -- gacho ou rio-grandense-do-sul
 Rondnia -- rondoniense
 Roraima -- roraimense 
 Santa Catarina -- catarinense
 So Paulo -- paulista
 Sergipe -- sergipano
 Tocantins -- tocantinense

<143>
 10. Copie completando.
 a) Quem nasce no estado onde voc nasceu  ''''' 
 b) Quem nasce na cidade onde voc nasceu  '''''
 c) Quem nasce no Brasil  '''''
 d) Quem nasce em Braslia 
   ''''' 
<P>
 e) Quem nasce no estado de So Paulo  '''''

 11. Escolha trs pessoas e pergunte a elas:
 a) em que pas nasceram;
 b) qual  o adjetivo ptrio referente a esse pas;
 c) em que estado desse pas as pessoas nasceram; 
 d) qual  o adjetivo ptrio referente a esse estado;
 e) em que cidade elas nasceram;
 f) qual  o adjetivo ptrio referente a essa cidade.

 12. Leia a notcia abaixo, observando os substantivos em destaque. Copie no caderno os adjetivos que caracterizam esses substantivos.
<R->

Alerta contra pesticidas

  "Os pesticidas esto impondo uma grave *ameaa*  *sade* humana e ao meio ambiente", alerta uma *declarao* conjunta da Organizao das Naes Unidas para a Agricultura e Alimentao (FAO) e da Organizao Mundial de Sade (OMS), tambm da ONU. Trata-se de pesticidas de m *qualidade*, contendo substncias e impurezas que foram proibidas ou so objeto de severas *restries* em vrias partes do planeta. No Terceiro Mundo, porm, so comercializados e movimentam um mercado avaliado em 900 milhes de dlares anuais.
  Segundo o documento da ONU, as etiquetas desses produtos "esto geralmente escritas em *linguagem* inadequada e no informam sobre *ingredientes* ativos, data de fabricao e formas de *manuseio* seguro das substncias". Muitos tambm apresentam *informaes* sabidamente falsas e mesmo assim continuam sendo comercializados.
  De acordo com as agncias da ONU, o problema dos pesticidas de m qualidade afeta sobretudo a *frica* subsaariana, onde a *fiscalizao* sanitria feita pelos governos costuma ser fraca.

<R+>
(Revista *Ecologia e Desenvolvimento*. Rio de Janeiro, Terceiro Milnio. mar. abr. 2001 ano 11. n. 91. p. 91.)
<R->

<144>
Vamos produzir

  Imagine. que voc  o narrador do poema Asa branca e escreva uma carta a Rosinha, sua amada. Conte para ela como est a sua vida fora da sua terra e d detalhes do lugar onde voc (o narrador) se encontra. Imagine quais seriam seus planos para o futuro e o sentimento que as lembranas do passado lhe provocam. Por se tratar de uma carta a algum familiar, a linguagem pode ser mais coloquial, informal, descontrada.
  Lembre-se da estrutura da carta familiar:
<R+>
 nome do lugar e data;
 nome do destinatrio, ou seja, a pessoa para quem se escreve.
<R->

Dilogo entre textos

<R+>
 Voc j ouviu falar na Mata Atlntica? Conte para a classe o que voc sabe sobre ela.
 O ttulo do texto que voc ir ler  *Mata Atlntica: a floresta corre perigo*. O que voc acha que est acontecendo com ela?
<R->

Mata Atlntica

*A floresta corre perigo* 
  Uma floresta pede socorro! A Mata Atlntica perdeu mais de 90% de seu territrio no Brasil, desde que nosso pas foi descoberto, em 1500.
  Somente no final do sculo XX  que sua importncia ficou mais clara. Uma das florestas mais ricas do planeta, com milhares de espcies animais e vegetais, a Mata Atlntica merece sobreviver. Vamos conhecer um pouco desse fantstico mundo verde.

<145>
*Mata sempre verde*
  Imagine observar a bela Mata Atlntica a bordo de um avio. O que se v  um tapete verde cobrindo todo o solo, com algumas manchas coloridas despontando aqui e ali.
  So as copas floridas das rvores que chegam a medir mais de 20 metros de altura. Mas olhando de longe, a floresta no revela toda a sua beleza.  preciso penetrar seu interior para entender o quanto ela  rica e variada.

*Por dentro da Mata*
  As rvores muito prximas formam uma teia de luz e sombra no solo. Nos galhos agarram-se cips, musgos e epfitas, buscando a luz do sol. H inmeros habitantes nesse mundo verde: esquilos, pssaros e macacos, como o sagi. Nos lagos e rios h sempre a possibilidade de encontrar capivaras ou lontras, mamferos que passam grande parte do tempo na gua. Mais difcil  avistar animais que correm risco de extino, como antas ou tatus.

*Floresta da chuva*
  O que chamamos Mata Atlntica no  uma floresta s. So vrias matas, que tm em comum o fato de estarem prximas ao oceano Atlntico, e reas de campos e mangues. So lugares muito midos, onde chove bastante durante todo o ano. Isso garante um solo sempre abastecido de gua, a permanncia de muitos rios e riachos e a manuteno de imensa variedade de espcies vegetais e animais.

<146>
*Perto do fim*
  A Mata Atlntica original, que existia no Brasil na poca da chegada dos Portugueses, em 1500, ocupava mais de 1 milho de quilmetros quadrados. Ela estendia-se desde o Estado do Rio Grande do Norte, seguia penetrando pelo interior no Sudeste do pas e chegava at o Estado do Rio Grande do Sul. Hoje, h muito pouco dessa imensido verde. O que resta, os chamados remanescentes, est sendo conservado nos parques e nas reservas florestais.

<147>
Ameaados!

  Em meio s rvores da Mata Atlntica, existem animais que s sobrevivem se a floresta se mantiver inteira. Acabar com a floresta significa terminar tambm com uma infinidade de animais que nela habitam. E olhe que no so poucos. Os cientistas calculam que as florestas midas, como a Mata Atlntica, so os maiores arsenais de vida silvestre do planeta. Na floresta que ainda resiste, contam-se mais de 10 mil tipos de plantas e centenas de espcies animais.
  (...)

*Plantas nativas*
  De cada dois tipos de rvore da floresta, um  nativo dali e no se encontra em nenhum outro local do planeta. A maioria das espcies de palmeira tambm  exclusiva da Mata Atlntica. Mas o recorde fica por conta das bromlias, plantas epfitas, que se fixam nos galhos e troncos de rvores e chegam a compor 70% do total de variedades existentes.

*Perigo de extino*
  Entre os animais, o nmero de exemplares tpicos da floresta tambm  impressionante.
  Por conter espcies nicas, cada pedao de mata derrubada significa risco de extino para eles. Calcula-se que mais de 170 (dentre as mais de 300) espcies de animais brasileiros em risco de desaparecer vivam no que ainda resta da Mata Atlntica. Entre eles esto macacos, aves, borboletas, rpteis e anfbios.

<148>
Pssaros de todas as cores

  A variedade de aves da Mata Atlntica impressiona.
  Nos parques e reservas preservados, contam-se centenas de espcies, muitas delas j  beira de extino. Na densa vegetao, as aves se confundem com as folhas, fazem seus ninhos, sobrevoam a mata em busca de alimentos e se espalham por vrios quilmetros. So animais geis, que podem se deslocar rapidamente e por isso h uma distribuio to grande de aves na floresta.

*Aves em perigo*
  Ainda que sejam inmeras, as aves da Mata Atlntica tambm correm perigo. Sem as rvores, elas no podem sobreviver. H mais de 80 espcies de aves nativas dessa floresta em risco de extino. Entre elas, o tucano-de-bico-verde, o papagaio-da-cara-roxa, o ti-coroa, o mutum-de-bico-vermelho, a arara-azul-pequena, o beija-flor-de-orelha-azul, a jacutinga.

*As sinfonias da Mata*
  O nome cientfico do papagaio-da-cara-roxa no poderia ser outro: *Amazona brasiliensis*. Brasileirssimo certamente ele , pois s vive na regio Sudeste do Brasil, nas florestas prximas ao mar, construindo seus ninhos em ocos de rvores ou de palmeiras. Sua populao sofreu muito, principalmente devido  caa clandestina de filhotes, que depois so enviados ao exterior, valendo muito dinheiro. Essas aves so capazes de imitar a fala humana mas, quando soltas na mata, o som que se ouve  uma alegre gritaria de "cri-cri-crau-crau".

<149>
Grandes felinos

  As onas, os gatos-do-mato, os felinos caadores esto desaparecendo da fauna brasileira. So as espcies mais ameaadas de extino. Isso ocorre porque, quando um ambiente natural  modificado, o risco  sempre mais grave para os animais de maior porte. Eles esto no topo da cadeia alimentar e precisam caar outros animais para sobreviver. Com a diminuio das reas de mata, os felinos perdem seu territrio de caa e passam eles prprios a ser caados pelo homem, principalmente quando atacam as criaes nas fazendas.
  (...)

*Suuarana*
  Ameaada pela perda das florestas, a ona-parda, conhecida como puma ou suuarana,  o segundo maior felino do continente. Originalmente vivia em todo o continente sul-americano. No Brasil, s no  encontrada nas regies litorneas e no sul do Rio Grande do Sul. Ela prefere caar solitria, de preferncia  noite, embora possa ser vista  espreita ainda durante o dia. Alimenta-se de roedores, pequenos animais e mesmo de bezerros nos pastos.

*Onas em extino*
  A ona-pintada, tambm chamada jaguar,  o maior felino do continente Americano. No Brasil, era encontrada por todo o territrio, em reas das regies Norte e Central, no Pantanal e em locais isolados das regies Sul e Sudeste. Atualmente,  extremamente rara a existncia de onas-pintadas em reas de Mata Atlntica, havendo relatos de seu aparecimento apenas em algumas reservas protegidas.

<R+>
(Revista *Recreio*. So Paulo, Abril, 2000. Coleo De olho no mundo.)
<R->

  A coleo *De Olho no mundo*  uma publicao da Abril Multimdia para a Revista *Recreio*. 

<150>
<P>
<R+>
 1. Que tipo de texto  *Mata Atlntica: a floresta corre perigo*? Onde ele pode ser encontrado?
 2. Em sua opinio, para que servem os subttulos?
 3. Que tipo de linguagem o texto apresenta? Com que inteno ela foi utilizada?

 4. Localize as palavras ou expresses abaixo no texto e escreva no caderno o significado que elas possuem.
 a) epfitas
 b) reservas florestais
 c) arsenais de vida silvestre 

 5. Segundo o texto, o que  a Mata Atlntica?
 6. A quem o texto se refere quando afirma que h inmeros habitantes nesse mundo verde?
 7. O que significa a expresso "aves nativas dessa floresta"? 
<P>
 8. Explique por que cada pedao de mata derrubada pode significar risco de extino para algumas espcies de animais.
 9. Por que os felinos so as espcies mais ameaadas de extino?
 10. Compare o texto *Asa branca*, a tela *Retirantes* e o texto *Mata Atlntica: a floresta corre perigo* quanto  inteno com que foram feitos.
<R->

<151>
Um pouco de gramtica

<R+>
Nunca erre a cedilha

 A cedilha  um tracinho
 que se usa com o C
 e fica debaixo dele
 como, s vezes, voc v.

 Mas nem todas as vogais
 aceitam o C cedilhado.
 Somente A, O e U
 acompanham o indigitado.
<P>
 
 Quando o C no tem cedilha,
 tem o mesmo som de K;
 quando o CA  cedilhado
 o seu som muda para SA.

 Por isso, a palavra caa
  um exemplo muito bom:
 no comeo se l KA
 no final, SA  o seu som.

 O I e o E nunca aceitam
 andar com o C cedilhado;
 se algum os contrariar,
 estar escrevendo errado. 

 cido, cerca, circense
 so exemplos dos dois casos:
 sem ajuda da cedilha
 tm seus sons tambm mudados.

 No comeo das palavras
 nunca o C  cedilhado;
 se voc escrever assim
 pode at ser reprovado.
<P>
 
 Por isso, salte  com S, 
 sucupira tambm ;
 assim como a montanha
 comea pelo sop.

<R+>
(Maria Helena Melhado Sampaio. *Folha de S. Paulo*, Folhinha.)
<R->

<152>
<R+>
 1. Com que inteno a autora criou esse poema?
 2. Por que as palavras *cido, cerca* e *circense*, citadas no poema, so escritas com *c* e no com **?
 3. Qual  a explicao dada no poema para a grafia das palavras *salte* e *sucupira* com *s* inicial? 
 4. Leia o poema e escreva as regras de utilizao da cedilha.

 5. Observe os exemplos e faa o mesmo em seu caderno.
     vencer -- eu veno
     ouvir -- eu ouo
 a) pedir
 b) medir
 c) ameaar
 d) convencer
 e) esquecer
 f) impedir

 6. Forme substantivos a partir das palavras abaixo, trocando as slabas em destaque pela terminao *-o*.
 a) tra*do*
 b) dire*to*
 c) cole*tar*
 d) forma*do*
 e) produ*to*
 f) polu*do*
 g) humilha*do*
 h) persegui*do*

 7. Utilizando o dicionrio, copie as palavras abaixo completando-as com *c* ou *sc*. Em seguida, escreva outras palavras que sejam da mesma famlia.
 a) flore'''er
 b) apare'''er
 c) cre'''er
 d) di'''iplina
 e) de'''er
 f) siln'''io
 g) fa'''inar
 h) obedin'''ia

<153>
 8. Nas frases a seguir, h algumas incorrees na utilizao das letras *s* e *ss*. Copie-as e corrija-as, justificando por que as correes so necessrias.
 a) A ssacola da vizinha estava cheia de psegos.
 b) Devemos penssar muito antes de asinar documentos.
 c) Na semana pasada, perdi minha bolssa.
 d) A passageira misteriosa era minha profesora.

 9. Escreva no caderno a forma normal e o diminutivo das figuras abaixo.
 _`[{as figuras foram substitudas por palavras._`]
 a) p
 b) violo
 c) blusa
 d) flor
 e) nibus
 f) rei
 g) culos
 h) nariz
 i) lpis

 10. Explique por que algumas palavras do exerccio anterior receberam *s* na forma diminutiva e outras, *z*.
<R->

<154>
Vamos produzir

<R+>
_`[{charge em seis quadrinhos, conforme descrio a seguir._`]
<R->

  Quadrinho 1: uma rea com muitas rvores cortadas, e um homem cortando a ltima com a motosserra; ao lado dele, uma pilha de madeira.
  Quadrinho 2: um caminho, carregado de madeira, entrando numa fbrica de celulose.
  Quadrinho 3: mquina comandada por um homem, que est transformando a madeira em celulose.
  Quadrinho 4: mquina transforma em papel a celulose obtida da madeira.
  Quadrinho 5: mquina imprime folhetos empilhados por um homem.
  Quadrinho 6: dois homens vem o produto final, observando um cartaz, onde h o desenho de uma rvore e a seguinte inscrio: "Preserve as rvores"

<R+>
(Santiago. *Ningum  de ferro*. Porto Alegre, L & PM, 1993. p. 15.)
<R->

<R+>
 1. Explique em que aspectos a charge se relaciona com os textos da unidade.
 2. Observe a charge e explique a crtica nela presente.

 3. Em grupo, pesquisem sobre o processo de fabricao de papel. Procurem informaes como:
 como  feita a retirada das rvores;
 como se d a industrializao do papel;
 qual a quantidade de rvores retiradas anualmente no Brasil ou em seu estado;
 a existncia ou no de projetos de reflorestamento e em que se constituem;
 qual a importncia da reciclagem do papel.
<R->

<155>
  Depois de colhidos os dados, o grupo deve organiz-los e escrever textos informativos utilizando a linguagem formal, a fim de deix-los mais objetivos. Criem subttulos para cada assunto. Revisem os textos, passem a limpo e exponham a sua pesquisa no mural da sala de aula, para os colegas dos outros grupos.
<P>
Sugestes de leitura

  1. *Entre ecos e outros trecos*, Jos de Nicola, Moderna.
  2. *Bicho que te quero livre*, Elias Jos, Coleo Girassol, Moderna.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Terceira Parte
